Junqueira Antiga

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S. Simão da Junqueira no Século XX nas páginas dos jornais vilacondenses. Um projecto a longo prazo, realizado diariamente, com a reprodução das notícias e a divulgação dos junqueirenses mencionados nas páginas dos periódicos. Sem outras pretensões que não sejam a contribuição para a História da Junqueira, este espaço está ao dispor dos visitantes, que podem fazer chegar as suas críticas, sugestões ou referências para junqueiraonline@gmail.com.

Flash – 4

Centro de Saúde da Junqueira

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Flash – 3

Centro da Junqueira na actualidade

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Flash – 2

Lugar de Barros, zona do antigo campo de futebol da Junqueira

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De blogue em blogue

Recebemos por e-mail o comentário do autor do blogue Sherpasmania, na sequência de um convite feito por nós para que os visitantes daquele blogue também passassem por este. Escreveu Sherpas:

“… como convidado… oh Nelson, fui à freguesia da Junqueira em Vila do Conde!!!… Trabalho positivo, meu amigo, fotos de sonho… recanto bonito de Portugal, ajuntamento de poucas casas com muita história, pontinho pequeno com gentes tão grandes!!!… Costuma ser assim, normalmente… no remanso do nosso berço, ponto de partida para outros cometimentos!!!… Gostei do que vi, do que li… sinceramente!!!… Sobre Vila do Conde nada digo, conheço bem, trago-a comigo, com o José Régio também!!!… Abraço do Sherpas!!!…”

Um bem-haja ao Sherpas!

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Flash – 1

Igreja Paroquial de São Simão e São Judas Tadeu, Junqueira

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Carlos Pinto Ferreira assume destinos do Renovação

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O junqueirense Carlos Pinto Ferreira (médico, delegado de saúde, futuro presidente da Câmara Municipal de Vila d Conde) assumiu os destinos do Renovação a partir da edição 70 (13 de Abril de 1940). A notícia da morte de Ricardo Severo, que se segue, é publicado já sob a sua orientação. A partir desta altura, muitas alterações se verificarão no periódico, a começar desde logo com a concessão de maior espaço à publicidade.

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50 anos de sacerdócio em livro

Demorou mais de um ano a ficar pronto, obrigou a várias viagens a sítios recônditos do norte do país, mas ficou pronto. O livro biográfico do pároco Adélio Loureiro, que assinalou dia 13 de Julho os seus 50 anos de sacerdócio, foi apresentado no domingo, no final da missa comemorativa do aniversário, que decorreu na Igreja Paroquial às 11, 00 horas.

O livro é da autoria de Emídio Lopes, antigo professor da Junqueira, director do Correio da Junqueira, estudioso das tradições locais, que dedicou mais de um ano a investigar a vida religiosa do padre Adélio. Para isso, recorreu a depoimentos de pessoas tão diversas como antigos colegas de seminário, personalidades ligadas à vida da paróquia, entre muitas imagens que retratatam 50 anos de sacerdócio. O livro está à venda a 10 euros.

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Sobre o projecto Junqueira Antiga

Junqueira Antiga tem como base a ideia de que há muitas histórias de vida nos jornais vilacondenses do século XX que merecem ser contadas. E também que muitas dessas histórias dizem respeito a junqueirenses. Alguns são naturalmente mais conhecidos do que outros, e não nos podemos esquecer de que os periódicos escrevem com insistência sobre as elites. Ainda assim, o cruzamento de dados tem permitido traçar um esboço de muitos conterrâneos e os seus percursos de vida.

Ou seja, para melhor compreender o que escrevemos, não nos interessam mais Carlos Pinto Ferreira ou Marcelino Joaquim Fernandes, do que José Quinteira ou Mariana Fonseca, por exemplo. Claro que mais facilmente se contrói o perfil biográfico dos primeiros do que dos segundos, mas todos eles fizeram parte da sociedade junqueirense e isso é o que nos interessa.

Não é um trabalho fácil porque, apesar de haver várias notícias sobre a Junqueira e de o redactor ter preocupações que ajudam a fazer o tal retrato, a verdade é que não raras vezes essas notícias acabam por não contar tudo.

Para já, temos incidido o trabalho no jornal Renovação, um periódico que acompanha Vila do Conde ao longo de mais de 50 anos, que atravessa todo o período de Ditadura até desembocar na Democracia.

Na página do Junqueira Antiga, poderá encontrar, para além das notícias que temos vindo a divulgar, uma lista de nomes de junqueirenses que apareceram pelo menos uma vez mencionados no jornal. Essa lista esatá longe de estar completa.

 

Procuramos, por isso, o seu contributo. E há várias formas de ajudar este trabalho que está ao dispor de todos através do suporte internet. Pode dar a sua opinião sobre Junqueira Antiga, pode dar o seu testemunho acerca de uma ou outra personalidade, pode contar uma história passada na Junqueira ou por Junqueirenses. A sua ajuda será bem-vinda.

Tem este espaço à sua disposição, para além do e-mail junqueiraonline@gmail.com. Todos temos uma ideia da freguesia onde vivemos ou de onde somos naturais. Por que não contribuir para criarmos uma história local, por vezes tão difícil de realizar?

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Os Jornais na Ditadura

“Nos anos que precederam a deposição da Monarquia em 1910, a imprensa desempenhou um papel fulcral como arma revolucionária dos partidários da República. Com o advento da I República a censura da imprensa acabou e surgiram inúmeras novas publicações, nomeadamente o jornal República (1911) e o Diário de Lisboa (1921). A extrema dificuldade de lançar novas publicações durante o regime salazarista foi já assinalada; dessas poucas, haverá a destacar o Diário Popular (1942), A Capital (1968 ) e um influente semanário, o Expresso (1973), este surgido nas vésperas do golpe militar de 1974. É claro que outros meios de comunicação social fizeram também a sua aparição: o cinema (no final do século XIX), a rádio (a primeira emissão foi para o ar em 1914) e a televisão (em 1957).

O olhar sempre vigilante de Salazar, os meios de comunicação haviam esrado espartilhados por inúmeras medidas repressivas. As suas audiências haviam sido encolhidas pelos magros limites do crescimento económico e pela intenção, aparentemente consciente de Salazar, de manter vastos segmentos da populaça sem opinião. O princípio salazarista de que “educar os pobres acarretava perigos para uma sociedade bem ordenada” e de que “a cultura campesina ficaria melhor preservada se lhe não fossem infundidas novas ideias” ajudou a produzir um índice de analfabetismo de 37%, o mais elevado da Europa ocidental.”

 

in O Quarto Poder Frustrado, Nelson Traquina e Warren Agee

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Livros de Imagens Antigas

Está em preparação uma fotobiografia sobre o passado mais recente da Junqueira, segundo nos contaram em conversas de fim-de-semana. O livro está a ser trabalhado pelo professor José Emídio e vai contar com muitas das imagens que todas as semanas integram o Boletim Paroquial.

Fonte: Junqueira On-Line

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Comentário em perfil

Porque este espaço pode – e deve - ajudar a aproximar pessoas, passo a publicar o seguinte comentário,

foi vc q nasceu em mato grosso do sul
aparecida do taboado

que foi deixado no blog por alguém que assina “júnior”. Este pequeno texto refere-se ao perfil do farmacêutico António José da Costa. Gostaria que a pessoa responsável pelo comentário fosse mais explícita. Pode ser que daí surja algo de positivo para ambas as partes.

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“A” antes do Renovação

As edições do jornal Renovação, de que nos estamos a servir para fazer este levantamento de notícias da Junqueira, são a continuação de um periódico chamado “A Renovação”. Este jornal teve o seu início a 3 de Fevereiro de 1934, finalizando a sua publicação a 23 de Janeiro de 1938.

Durante a sua curta existência, “A Renovação” foi dirigido por José da Silva Ramos, Carlos Domingues Moreira, Comissão Municipal da União Nacional, António Francisco Ribeiro da Silva. Será precisamente este último director a reavivar o jornal, que na sua segunda versão deixou cair o “A” do título.

O regresso só se verificaria a 9 de Abril de 1938.

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Por falar em Metodologia do Junqueira Antiga

Gostaria de esclarecer um pouco da metodologia que decorre do trabalho que está a ser feito e que serve de base a este blogue. Julgo que se trata de um assunto deveras importante para ser negligenciado.

Assim, neste momento, estão a ser feitos três trabalhos: 1) a recolha da informação, 2) a partilha da informação, 3) a actualização/ criação de perfis biográficos.

1) a recolha da informação está a ser feita há sensivelmente um ano, e consiste tão-só no tratamento de notícias, factos, opiniões, etc., que versem sobre S. Simão da Junqueira. Trata-se de um trabalho longo, demorado, e que obriga a uma intensa leitura diária.

2) a partilha da informação recolhida anteriormente está a ser feita neste blogue, à razão de uma edição do Renovação (que pode conter várias notícias) por dia. Esses textos estão identificados com os caracteres em itálico. Contém o número da edição do jornal a que se refere, e o nome do director da publicação, logo à cabeça. Todos os textos que apresentem nomes de junqueirenses são “puxados” para a atenção do leitor através do sublinhado.

3) por fim, a actualização/ criação de perfis biográficos está a ser feita directamente no blogue. Ou seja, esta tarefa só começou a ser realizada a partir do momento em que Junqueira Antiga viu “a luz do dia”. É, por isso, natural que com o passar do tempo venham a ser partilhadas notícias que o leitor mais atento sinta que “já a leu em qualquer parte”. É que, por causa da actualização/ criação de perfis biográficos, muitas (só as que contém nomes de junqueirenses) notícias já estão reveladas nessas páginas. Estes perfis biográficos estão divididos em duas áreas: os dados biográficos da pessoa em causa, e as notícias (completas) onde o seu nome é mencionado.

Nelson Silva

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O que está em causa

Os jornais locais têm muita história (e estórias) que, sem tratamento, corre o risco de desaparecer. Ao contrário do que acontece nos dias que correm, em que a Junqueira raramente é mencionada pelos media locais, o extinto Renovação (e outros da mesma época – que serão alvo de trabalho mais aprofundado mais lá para a frente) dava enorme destaque ao que se passava por esta freguesia, distante, rural, de Quintas e de Festas Religiosas.

Este estudo pretende ir mais longe e ajudar a explicar, através de uma “desculpa” (o tema Junqueira), a forma como se vivia numa freguesia ruralizada nos anos da ditadura. É um contributo humilde, sem grandes pretensões académicas, mas de uma honestidade a toda a prova.

Nos próximos posts iremos mais longe: para além da divulgação, regular, das notícias passadas, e da criação e actualização de perfis, começaremos a traçar ideias e algumas conclusões sobre os documentos que investigamos desde há meses.

Esperamos que nos possa acompanhar nesta viagem ao passado.

Nelson Silva

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Junqueirenses nas Notícias

Junqueira, Vila do Conde, Portugal

A Junqueira é uma das 30 freguesias pertencentes ao concelho de Vila do Conde, situado no distrito do Porto. Dista cerca de sete quilómetros do centro da cidade e é banhado pelo rio Ave.

A Junqueira cresceu a partir do Mosteiro de S. Simão e S. Judas Tadeu, constituíndo hoje uma das suas principais atracções, ainda que fechado ao público.

De acordo com os Censos de 2001, a freguesia conta 2243 habitantes, sendo que a maior parte da população - 52% - tem entre 25 e 64 anos. Acima dos 65 anos contam-se apenas 12%.

Em termos de actividades profissionais, a Junqueira está muito longe de ser uma freguesia dedicada à agricultura, como se poderá pensar. Tendo em conta a mesma fonte, os Censos de 2001, dedicada ao sector primário estão apenas 6,5 % da população. O sector secundário (indústria e construção civil, principalmente) emprega o maior número de pessoas - cerca de 61% -, enquanto que os restantes 32% estão concentrados no sector terciário (serviços).

Em relação ao nível de escolaridade, tecnicamente não existem analfabetos, e o número de residentes com a instrução primária suplanta as restantes categorias, por esta ordem: preparatório, secundário, outro ensino.

Continuando pelo ensino, desde há dez anos que a Junqueira conta com uma escola de ensino básico de 2.º e 3.º ciclos, nomeada de “Carlos Pinto Ferreira”, em memória de um antigo médico, jornalista, político do Estado Novo, que se evidenciou pela solidariedade para com os mais desprotegidos. Há ainda a registar a existência de uma escola primária, um Centro de Dia, e um Centro de Saúde.

Como pontos de atracção, depois do Mosteiro, a Junqueira apresenta diversos monumentos religiosos de elevada consideração para fiéis e estudiosos. Ficou ainda mais conhecida depois de ter visto uma antiga estalagem (hoje em ruínas) “aparecer” retratada em “A Filha do Arcediago”, de Camilo Castelo Branco. A Estalagem, rebatizada de “das Pulgas”, serviu para o arcediago pernoitar.

As “Mamoas do Fulom”, em Barros, e a “Truta de Chantada”, em Sanguinhal, são apontados como ex-libris arqueológicos da freguesia. Por fim, destaque para as várias festas e romarias, que ocorrem tradicionalmente nos meses de Verão.

A freguesia conta com várias instituições, sendo de destacar: o Agrupamento de Escuteiros n.º 131, a União Desportiva da Junqueira, o Clube de BTT e Grupo de Jovens em Caminhada.

Em termos administrativos, a Junta de Freguesia é liderada, pelo terceiro mandato consecutivo, por António Cruz, eleito sempre nas listas do PS desde 1997. O edifício da Junta está situado no lugar de Lamelas.

Se pretende aprofundar os conhecimentos acerca da Junqueira, pode fazê-lo através da página da Junta de Freguesia e da Escola EB 2, 3 Carlos Pinto Ferreira. Para perceber como surgiu e o impacto que o Mosteiro teve no desenvolvimento da Junqueira, recomenda-se os dois volumes de “Mosteiro da Junqueira, dos Primórdios até ao século XIII”, da autoria do professor Sérgio Lira , edição da Câmara Municipal de Vila do Conde.