Junqueira Antiga

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S. Simão da Junqueira no Século XX nas páginas dos jornais vilacondenses. Um projecto a longo prazo, realizado diariamente, com a reprodução das notícias e a divulgação dos junqueirenses mencionados nas páginas dos periódicos. Sem outras pretensões que não sejam a contribuição para a História da Junqueira, este espaço está ao dispor dos visitantes, que podem fazer chegar as suas críticas, sugestões ou referências para junqueiraonline@gmail.com.

Histórias que aproximam o Oceano

O professor Eduardo Aguiar é uma das pessoas por que vale a pena continuar a trabalhar no Junqueira Antiga. Ele é um dos muitos brasileiros que entraram em contacto comigo por causa dos seus antepassados. Já ando para escrever este texto há vários dias, mas o tempo tem escasseado.

O que torna diferente a história de Eduardo Aguiar é que ele é um filho de junqueirenses, que está a tentar construir a árvore genealógica recorrendo a todas as fontes possíveis. É filho de Eduardo da Silva Aguiar e Adília Ferreira Lopes da Costa. A emigração junqueirense para o Brasil é um facto essencial para se compreender a história da freguesia, e na nossa troca de e-mails garantiu-me que no Recife há muitos descendentes de junqueirenses e que com ele estão a trabalhar vários familiares com vista a construir a árvore.

Tendo visto o nome da mãe no Junqueira Antiga, não hesitou em entrar em contacto comigo, no sentido de perceber se haveria mais informações que eu lhe pudesse prestar. Infelizmente, e porque o trabalho está longe de terminar, não me é possível dar mais informações para além daquelas que aparecem no perfil de Adília Ferreira Lopes da Costa. No entanto, e porque talvez outras pessoas tenham ideia sobre os seus familiares, Eduardo Aguiar (e eu) agradece toda a ajuda.

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Os nomes do passado e do presente

De entre as muitas ideias que se podem retirar do estudo de jornais antigos – tal como aquele que está a decorrer aqui sobre a Junqueira, chamada de “Antiga” -, está a possibilidade de comparar apelidos das pessoas nos anos 40 ou 50, e notar que muitos desses nomes fazem parte, ainda hoje, do imaginário junqueirense.

Repare-se: Amorim, Araújo, Balazeiro, Baptista, Campos, Capela, Costa, Curval, Faria, Ferreira, Félix, Pinto, Ramos e Silva. É muito provável que  os leitores que passam por aqui, sendo naturais da Junqueira, tenham um ou dois destes nomes no seu Bilhete de Identidade.

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Lançado documento sobre a Junqueira Antiga

ja-docsEstá disponível a partir de hoje o primeiro de vários documentos que serão lançados com alguma regularidade nos próximos meses, totalmente dedicados ao projecto Junqueira Antiga. Este paper contém todos os textos informativos sobre a freguesia durante os anos de 1938 e 1939, recolhidos directamente do extinto jornal Renovação. São 17 páginas de fácil leitura, contendo alguns factos muito interessantes sobre a sociedade junqueirense. Pode aceder ao documento através desta ligação.

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Junqueirenses nas Notícias

Junqueira, Vila do Conde, Portugal

A Junqueira é uma das 30 freguesias pertencentes ao concelho de Vila do Conde, situado no distrito do Porto. Dista cerca de sete quilómetros do centro da cidade e é banhado pelo rio Ave.

A Junqueira cresceu a partir do Mosteiro de S. Simão e S. Judas Tadeu, constituíndo hoje uma das suas principais atracções, ainda que fechado ao público.

De acordo com os Censos de 2001, a freguesia conta 2243 habitantes, sendo que a maior parte da população - 52% - tem entre 25 e 64 anos. Acima dos 65 anos contam-se apenas 12%.

Em termos de actividades profissionais, a Junqueira está muito longe de ser uma freguesia dedicada à agricultura, como se poderá pensar. Tendo em conta a mesma fonte, os Censos de 2001, dedicada ao sector primário estão apenas 6,5 % da população. O sector secundário (indústria e construção civil, principalmente) emprega o maior número de pessoas - cerca de 61% -, enquanto que os restantes 32% estão concentrados no sector terciário (serviços).

Em relação ao nível de escolaridade, tecnicamente não existem analfabetos, e o número de residentes com a instrução primária suplanta as restantes categorias, por esta ordem: preparatório, secundário, outro ensino.

Continuando pelo ensino, desde há dez anos que a Junqueira conta com uma escola de ensino básico de 2.º e 3.º ciclos, nomeada de “Carlos Pinto Ferreira”, em memória de um antigo médico, jornalista, político do Estado Novo, que se evidenciou pela solidariedade para com os mais desprotegidos. Há ainda a registar a existência de uma escola primária, um Centro de Dia, e um Centro de Saúde.

Como pontos de atracção, depois do Mosteiro, a Junqueira apresenta diversos monumentos religiosos de elevada consideração para fiéis e estudiosos. Ficou ainda mais conhecida depois de ter visto uma antiga estalagem (hoje em ruínas) “aparecer” retratada em “A Filha do Arcediago”, de Camilo Castelo Branco. A Estalagem, rebatizada de “das Pulgas”, serviu para o arcediago pernoitar.

As “Mamoas do Fulom”, em Barros, e a “Truta de Chantada”, em Sanguinhal, são apontados como ex-libris arqueológicos da freguesia. Por fim, destaque para as várias festas e romarias, que ocorrem tradicionalmente nos meses de Verão.

A freguesia conta com várias instituições, sendo de destacar: o Agrupamento de Escuteiros n.º 131, a União Desportiva da Junqueira, o Clube de BTT e Grupo de Jovens em Caminhada.

Em termos administrativos, a Junta de Freguesia é liderada, pelo terceiro mandato consecutivo, por António Cruz, eleito sempre nas listas do PS desde 1997. O edifício da Junta está situado no lugar de Lamelas.

Se pretende aprofundar os conhecimentos acerca da Junqueira, pode fazê-lo através da página da Junta de Freguesia e da Escola EB 2, 3 Carlos Pinto Ferreira. Para perceber como surgiu e o impacto que o Mosteiro teve no desenvolvimento da Junqueira, recomenda-se os dois volumes de “Mosteiro da Junqueira, dos Primórdios até ao século XIII”, da autoria do professor Sérgio Lira , edição da Câmara Municipal de Vila do Conde.