Junqueira Antiga

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S. Simão da Junqueira no Século XX nas páginas dos jornais vilacondenses. Um projecto a longo prazo, realizado diariamente, com a reprodução das notícias e a divulgação dos junqueirenses mencionados nas páginas dos periódicos. Sem outras pretensões que não sejam a contribuição para a História da Junqueira, este espaço está ao dispor dos visitantes, que podem fazer chegar as suas críticas, sugestões ou referências para junqueiraonline@gmail.com.

7 de Dezembro de 1940

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, edição 102 

Casamentos

Na igreja paroquial da freguesia da Junqueira, realizou-se no último sábado, o enlace matrimonial da sra. D. Ana Ferreira Tavares, dilecta filha da sra. D. Ilda Ferreira Tavares e do sr. Tibério Faustino Tavares, comerciante nesta vila, com o sr. Amaro Gonçalves Cunha, comerciante nesta vila.

Foi celebrante o rev. Prior desta vila sr. Porfírio Alves, que no final dirigiu aos noivos uma tocante alocução alusiva ao acto, tendo celebrado a missa o rev. Pároco da freguesia da Junqueira, sr. Padre António José da Costa.

Serviram de padrinhos, por parte da noiva, seus tios, a sra. D. Ana Ferreira Ribera e o sr. José Ribera, industrial na Senhora da Hora, e por parte do noivo, sua mãe, a sra. Delfina Gonçalves Cunha e o sr. José Dias de Araújo, negociante em Gaia.

Aos noivos, que seguiram para o sul em viagem de núpcias, desejamos uma perene lua de mel.

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30 de Novembro de 1940

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, edição 101

Fazem anos

(…)

No dia 4, o sr. Pe. António José da Costa, pároco da freguesia da Junqueira.

(…)

 

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23 de Novembro de 1940

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, edição 100 

Banda dos Bombeiros agradecida

Publicamos hoje a relação dos subscritores do nosso concelho que, amavelmente, contribuíram para a compra dos novos instrumentos de que a nossa banda de música está sendo dotada.

(…)

Junqueira – D. Ana Rosa Leite de Sá, 10$00; António Magalhães, 7$50; Padre António J. da Costa e Horácio Dias, 5$00; e Viscondessa Costa, 2$00.

Junqueira, 19

Foi a primeira vez nesta freguesia que se realizou uma Missão. Os sermões, três por dia, estiveram a cargo do ver. Frei Gil Alferes, dominicano muito ilustre que deixou nesta terra as mais gratas impressões.

Versou nas suas interessantes palestras os assuntos mais variados e palpitantes, quer sob os aspectos religioso e moral, quer social. A concorrência foi muito numerosa, havendo dias em que o vasto templo era pequeno para conter a enorme multidão desta freguesia e das vizinhas. A doutrina por aquele sacerdote expendida era para todos salutar, quer fossem religiosos ou não. Não fazia mal a ninguém ouvi-la… e segui-la.

Até para os inteligentes e falsos protectores dos pobres, que tem sempre os lábios abertos para os defender, mas sempre a sua bolsa fechada para os socorrer nas suas necessidades, até a esses fazia bem banharem-se naquelas verdadeiras doutrinas sociais, tão clara e sinceramente expendidas. A festa terminou com uma tocante comunhão solene, tendo o menino Orlando da Costa Pinto Ferreira pronunciado um lindo discurso dedicado aos seus companheiros e ao povo da freguesia, e a menina Adília Ferreira Lopes da Costa, pronunciando uma comovente prece a Nossa Senhora de Fátima.

- Retirou na quinta-feira desta freguesia, acompanhado de sua esposa e filhinha, o nosso amigo sr. António Patrício, devendo embarcar em Lisboa, num dos próximos dias com destino a Benguela onde vai continuar a exercer a sua actividade comercial. Boa viagem lhe desejamos e muitas felicidades.

- Realiza-se no dia 12 do próximo mês de Dezembro um dos actos mais importantes da vida portuguesa, o recenseamento da sua população e a respectiva inquirição das suas condições de vida e de trabalho, etc. Há toda a conveniência que esse trabalho seja feito com a maior perfeição e verdade, e, para isso, seria conveniente, para evitar erradas interpretações, que o preenchimento dos boletins obedecesse a um critério uniforme, quer na classificação das profissões quer na classificação de analfabetos, título que a nosso ver devia ser dado em menores de oito anos ou pelo menos de sete anos.

Esperamos que aos agentes recenseadores sejam dadas instruções muito claras nesse sentido, para bem daquele importante serviço. – C.

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16 de Novembro de 1940

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, edição 99

O 8º Recenseamento Geral da População

Terá lugar às 0 horas do dia 12 de Dezembro próximo

(…)

Agentes recenseadores

(…)

Junqueira – Padre António José da Costa, José Lopes da Costa e António Gonçalves Ramos de Araújo.

(..)

Partidas

Para Benguela, partiu da sua casa da Junqueira, o nosso amigo sr. António Patrício, acompanhado de sua esposa e filhinha.

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2 de Novembro de 1940

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, edição 97

D. Maria Pires Bouça Quinteira 

Com 66 anos de idade, faleceu em Agarez, Vila Real, a sra. D. Maria Pires Bouça Quinteira, mãe do nosso querido amigo sr. José Quinteira, comerciante na freguesia da Junqueira.

Junqueira, 29

Na próxima 6.ª feira, dia de Todos-Os-Santos, realizam-se na nossa igreja diversas solenidades religiosas pela alma dos mortos desta freguesia. Da parte da tarde, haverá naquele templo exéquias e sermão, e no fim sairá uma procissão ao cemitério.

- Recomeçaram as carreiras de camionetas desta freguesia para o Porto às segundas, terças, quintas e sábados. O lugar da partida é no Padrão, às 7,5 horas da manhã, Às segundas e sábado partirá também do mesmo lugar uma camioneta ao meio dia e vinte minutos em igual destino. Estas carreiras, cujo proprietário é o sr. Agostinho de Lino, constituem uma notável comodidade para esta freguesia e freguesias vizinhas.

- Continua a experimentar melhoras a senhora D. Guilhermina Ferreira Campos, esposa do sr. José Baptista da Costa, presidente da Junta desta freguesia, que há tempo, como então noticiamos, foi vítima de um grave desastre.

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19 de Outubro de 1940

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, edição 95

Junqueira, 9 de Outubro (Atrasada na Redacção)

Estão em pleno e regular funcionamento os dois lugares da escola masculina desta freguesia. Nesses dois lugares já estão matriculadas perto de 100 crianças. O professor do segundo lugar é o sr. Elias Lopes Cardoso, que em Macieira, donde veio transferido a seu pedido, era muito estimado.

- Tem experimentado sensíveis melhoras, o que muito estimamos, p sr. Manuel Ferreira Amorim, tesoureiro da Junta desta freguesia.

- Já retirou para essa vila, depois de aqui passar uma temporada, o sr. Humberto Ferreira e família.

- As vindimas já há dias que estão terminadas. Ano verdadeiramente escasso, pois até para consumo próprio não têm os lavradores ensachas para grandes liberalidades.

- Retiraram para os respectivos colégios e outros estabelecimentos de ensino secundário e superior os diversos estudantes desta freguesia. Fazemos votos porque todos colham no presente ano lectivo os mais fecundos resultados nos seus estudos.

- Nessa vila casou-se há dias o nosso conterrâneo e amigo sr. José Lopes da Silva Félix com a menina Maria da Piedade Lopes de Oliveira. Embora tarde, enviamos-lhe os nossos parabéns, com os desejos muito sinceros de que tenham uma infindável lua de mel.

- Em Casal de Pedro, populoso lugar desta freguesia, faleceu ontem, realizando-se hoje, com muita concorrência, o seu funeral, a sra. Rosa da Silva, que contava 89 anos de idade. A seu filho, sr. Domingos Lopes Faria, enviamos os nossos sentidos pêsames.

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28 de Setembro de 1940

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, edição 92

Regressos

De Lisboa, onde se encontravam de visita à Exposição do Mundo Português, regressaram à Junqueira os nossos amigos e assinantes srs. Pe. António José da Costa, prof. José Lopes da Costa e seu irmão Joaquim Lopes da Costa, António Araújo Ramos e esposa e António de Sá.

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14 de Setembro de 1940

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, edição 90

Madeira

Para obra e lenha, vendem-se 1200 bons pinheiros na Quinta da Espinheira, Vila do Conde. Mostra Joaquim Cerqueira da Costa. Proposta em carta fechada dirigida ao mesmo, em S. Simão da Junqueira, Vila do Conde.

Reunião de curso

Na passada terça-feira, reuniu em Braga, num jantar de confraternização, o Curso Teológico de Braga de 1903, com a assistência de S. Exª. Rever. O sr. Arcebispo Primaz, do qual faz parte o nosso querido amigo e assinante sr. Pe. António José da Costa, Abade da Junqueira.

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7 de Setembro de 1940

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, edição 89

Doentes

Encontra-se doente a exma. Sra. D. Guilhermina Ferreira Campos, esposa do nosso querido amigo e assinante sr. José Baptista da Costa, da Junqueira.

 

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31 de Agosto de 1940

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, edição 88

Junqueira, 27 de Agosto

Foram hoje apresentados à vacinação anti-rábica, que se realizou no lugar da Senhora da Graça, 148 cães pertencentes a vários proprietários desta freguesia.

- O novo processo de casamento suscitou dúvidas e hesitações na Junta desta freguesia por causa das normas a seguir nos atestados que para esse fim tem de passar.

Vários interessados aguardam que lhes sejam passados esses atestados, motivos porque o sr. Presidente da Junta oficiou ao exmo. Sr. Conservador do Registo Civil pedindo esclarecimentos acerca desses documentos.

- Faleceu a sra. Rosa da Costa Souto, mãe do sr. Joaquim da Costa Souto e que contava 74 anos de idade. Pêsames. – C.

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17 de Agosto de 1940 – continuação

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, edição 86

Junqueira, 13 de Agosto

Esta freguesia está a ser servida por distribuidor rural talvez temporariamente, como há muito se desejava, não só pela seriedade de que já tem dado provas, mas também pela sua educação e outros predicados apreciáveis. Oxalá ele fique definitivamente no lugar que com tanto zelo está a ocupar.

 - Casou-se há dias o nosso conterrâneo sr. Bernardino José Fonseca, com uma menina da Póvoa de Varzim. Embora tarde, enviamos-lhe os nossos parabéns.

- A Festa ao Coração de Jesus, que todos os anos se costuma realizar nesta freguesia, foi adiada, por motivos justos, para o mês de Novembro.

- Embarcou há dias, para Pernambuco, o nosso conterrâneo sr. António Ferreira Boucinha. Que seja muito feliz, são os nossos votos.

- Na próxima quinta-feira haverá missa, segundo o costume de São Mamede, em Casal Pedro, outrora Matriz desta freguesia. Consta que um sacerdote ali celebrará missa durante alguns meses, o que representa uma grande comodidade para o povo daquele populoso lugar.

- Informam-nos que este ano se realizará na capela da Senhora da Graça e em homenagem a Santa Luzia uma linda festa com bazar e música, como nos anos anteriores.

- Também nos informaram que no próximo mês de Setembro se realiza no lugar de Ponte d´Ave, na capelinha ali erecta, a festa em honra de N. S. da Ajuda, outrora de grande nomeada. – C.

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Contribuindo para uma obra de assistência a todos os títulos digna do nosso carinho, vamos apreciar a riqueza do nosso vasto Império Colonial.

O filme português

Feitiço do Império

Exibe-se, amanhã, na Junqueira

No lugar da Senhora da Graça, da freguesia da Junqueira, será exibido a favor do Hospital da Misericórdia de Vila do Conde, pelas três da tarde, o grandioso filme português, Feitiço do Império.

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17 de Agosto de 1940

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, edição 86

29 de Julho de 1940

Por Terras do Minho – Excursão dos alunos da escola masculina da Junqueira (Retardada na Redacção)

Há quatro anos que o professor desta freguesia sr. José Lopes da Costa, proporciona, com o auxílio da Caixa Escolar, uma excursão anual aos alunos sócios da mesma Caixa, a que se associam os melhores elementos da nossa terra.

Pequenos e adultos aguardam com ansiedade esse passeio, com o qual se procura dar aos pequenos escolares, além dumas horas de verdadeira alegria, conhecimento exacto da bela terra portuguesa, sempre tão cheia de encantos naturais, mas agora alindada pela patriótica e sábia administração do governo do Estado Novo.

Guerra Junqueiro, que a classificou de – a mais formosa e linda -, se ainda hoje fosse vivo teria escassez de termos para condignamente a classificar.

Foi, pois, no passado domingo a 4ª excursão promovida sob o patrocínio da Caixa Escolar.

A 1ª foi a Braga e seus encantadores subúrbios; a 2ª, a Valência; a 3ª a Aveiro e a de ontem foi ao Gerês com visita às terras do percurso.

As camionetas chegaram aqui às sete e meia. Os excursionistas também foram pontuais e traziam as suas cestas bem providas. Na excursão tomaram parte os seguintes senhores, com as respectivas famílias: pároco da freguesia; componentes da Junta – José Baptista da Costa, José Amorim e Manuel Ferreira Amorim; regedor – Joaquim Gomes da Silva; dr. Carlos Pinto Ferreira, Carlos G. da S. Capela, Manuel G. da S. Capela, Adelino Gomes da Costa, Abílio da C. Araújo, etc., e muitas crianças da escola.

Às oito horas as camionetas dão sinal de partida e, mesmo com velocidade moderada, depressa atingem Famalicão e depois Braga, terras que nos eram bastante familiares. Depois Ponte do Bico, onde corre o Cávado, que deixava ver o seu leito bastante descoberto. Povoações lindas, casas e muros – donde pendiam flores – muito caiados. A seguir Carrazade, e Rendufe ao lado com o seu mosteiro de duas torres. Em breve alcançamos Amares, linda e bem cuidada, vaidosa do seu remoto avoengo Gualdim Pais, a quem, num preito justo de gratidão, levantaram uma estátua na melhor praça daquela vila.

A flora, como num filme, toma outro aspecto, pois as oliveiras, em ranchos começam agora a surgir nos terrenos que marginam a estrada de mistura com carvalhos, em grande profusão. Aparece depois Dornelas. A sua igreja, com uma só torre, emerge lá em cima, muito caiada no meio do arvoredo verdejante. A seguir a igreja de Santa Marta, com a sua torre muito esguia. Grupos de homens e mulheres conversam sossegadamente, usando a mesma indumentária da gente da nossa terra.

Povo respeitador, pois cumprimenta-nos com um sorriso de bondade, que nós retribuímos com sinceridade.

De repente, numa curva de estrada, aparece-nos a igreja do Bouro, com duas torres, com o seu casario anexo mal-tratado, quase em ruínas. Revela-nos ainda, porém no seu aspecto exterior, a opulência dos seus moradores em tempos idos. Percorremos as suas salas com cuidado, pois tudo aquilo ameaçando ruína, é agora habitação quase exclusiva de animais daninhos.

Aqui, tomamos uma estrada, à esquerda, para visitarmos o Mosteiro da Abadia. Estrada estreita e íngreme, mas que os motores vencem com relativa facilidade. No percurso desta ladeira encontramos o reverendo Abade Paulo Lourenço Rodrigues, pároco no concelho de Amares, que, montado numa anafada égua seguia também para o santuário. Chegamos.

Os que não conheciam a Abadia admiram aquele reconcavo de natureza, aquele oasis no meio da montanha. Havia ali missa nova, a ser celebrada pelo reverendo João de Deus, também conhecido pelo Padre Pascoal, de Santa Isabel do Monte. Por isso se viam ali tantos eclesiásticos…

Visitamos o santuário, cercado de montanhas, oramos e meditamos na nossa pequenez antes aqueles gigantes de terra e pedra que penetravam nas nuvens e que nos cercavam.

Votamos a Bouro e tomamos a direcção de São Bento da Porta Aberta.

Passamos Dornes com a sua igreja asseada. Pela encosta de um monte, à direita, descia apressado um ribeirinho, que ia juntar-se lá muito no fundo ao rio Caldo, que se arrastava entre penedos. E então aqui o cenário é grandioso, empolgante.

À nossa direita, vasto horizonte limitado ao longe pelas montanhas cobertas de arvoredo verdejante e profuso. Dava-nos a impressão do arvoredo do Bom Jesus de Braga, em fantásticas dimensões.

E em frente, num contraste flagrante, o Gerês escalvado, de aspecto carrancudo, de quem um jornalista disse há anos:

Eu sou aquele inculto e grande monte,

A quem vós outros chamais o do Gerês.

É das minhas entranhas que promanam,

As águas que em baixo brotar vez.

E as camionetas lá iam seguindo na direcção de São Bento. Terreno íngreme, mas que os motores vão vencendo sem esforço de maior. Aqui todos ficam bem impressionados porque o local é lindo, o horizonte é largo e a povoação denuncia, – com o seu coreto elegante, com as suas avenidas de tílios e com o seu parque bem cuidado – civilização e progresso.

Mas os excursionistas, unanimente, proclama a necessidade de se atender as solicitações do estômago, tanto mais que eram treze horas. E as cestas descem dos tejadilhos, das camionetas e todos pressurosos, se dirigem para o parque. Momentos de bem-estar, de alegria, de satisfação. Harmonia completa e perfeita fraternidade. Os sinos repicam modinhas conhecidas e trechos do filme A Aldeia da roupa branca.

Depois visitamos templo e cumprimos o nosso dever de cristãos.

Mas o tempo urgia, e o programa tinha de ser cumprido. Por isso de novo retrogradamos. As camionetas avançam e em breve alcançamos o Gerês.

Povoação linda e asseada, – um éden no meio da natureza bravia. Aqui demoramos um bom bocado a visitar a famosa estância termal e a fazermos as nossas compras – recordações – e voltamos quase com saudade à povoação do rio Caldo. E agora começa a escalada abrupta da ladeira do mesmo nome. São oito quilómetros de ascensão difícil em que os motores rangem e um deles manifesta certa indecisão. O abismo que se nos desenha do lado direito é horroroso.

Mas, briosamente, as camionetas lá chegam ao cimo da ladeira pavorosa do Rio Caldo onde ainda adeja a água e vive o lobo. E naquelas alturas incomensuráveis, escondida no meio do arvoredo pujante, vê-se uma povoação que nos é denunciada por uns pequeninos campos de milho, pois onde a cultura é possível mesmo em pequenas dimensões, logo o povo estabelece o seu poiso e ali se aclimata.

E os motores lá arrancam para Póvoa de Lanhoso, que é asseada e onde são evidentes os anseios de progresso. Um edifício de grandes linhas ali se vê em construção e que nos dizem ser os Paços do Concelho. O jardim também é bonito e asseado. Mas o sol vai baixando no horizonte. Fazem-se compras e avançamos para as Taipas.

Aqui de novo se atacam, com energia e decisão, os farnéis ainda com bastantes provisões. O lugar presta-se. Arvoredo, relvado.

Permutam-se as vitualhas, com franqueza, com liberalidade.

Mas a tarde com grande saudade de todos vai-se escoando lentamente.

Por isso, terminado, com muita calma o repasto, lá seguimos para Guimarães afim de visitarmos o Castelo onde ainda há pouco se celebraram as mais patrióticas festas.

Contornámo-lo com devoção e carinho, e memoramos o papel importante que ele desempenhou no começo da nossa nacionalidade. Foi uma lição de história feita ao vivo às crianças e a alguns adultos, sendo também ali posto em foco o quanto o governo de Salazar tem feito por Portugal, tão evidentemente patenteado nas belas estradas que percorremos, nas escolas lindas que vimos, nos diversos edifícios em construção que presenciamos e até naquele e noutros castelos restaurados que atestarão à posteridade a nossa grandeza passada.

E assim os alunos sócios da Caixa Escolar tiveram ocasião de ver a terra-berço da nossa nacionalidade, onde há oitocentos anos se desenrolaram factos que por completo influenciaram nos destinos da nossa Pátria. Tudo isto foi dito aos alunos excursionistas, que contornaram aquele vetusto monumento de granito com curiosidade e admiração, assim como admiraram a estátua do 1º rei de Portugal – o valoroso D. Afonso Henriques.

A noite vinha descendo.

Atravessamos a cidade para onde emergiam ranchos que regressavam das aldeias, cantando. Passamos por Negrelos, onde vimos as diversas fábricas que fazem a felicidade daquelas terras.

As crianças cantavam. Depois Santo Tirso, muito iluminada. A seguir Trofa, Fornelo, Macieira e… Junqueira.

29-7-940. – C.

Filed under: 1940, Educação, Social

27 de Julho de 1940

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, edição 83

Profilaxia da Raiva

Em cumprimento do decreto que torna obrigatória a vacinação contra a raiva de todos os caninos do país, avisam-se os donos ou responsáveis pelos cães existentes da área deste concelho com idade superior a quatro meses, para apresentá-los a fim de serem vacinados, no local, dia e hora abaixo mencionados:

(…)

No dia 27, Junqueira, junto ao talho, às 8 horas.

(…)

Filed under: 1940, Saúde, Social

20 de Julho de 1940

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, edição 82

 

Junqueira, 17 de Julho

Encontram-se nesta freguesia, a passar uma parte do verão, os srs. José da Costa Magalhães e Joaquim Moreira Brites, de Vila do Conde, com suas respectivas famílias.

- Concluiu o curso de farmácia na Faculdade de Farmácia do Porto o nosso conterrâneo sr. António Ferreira da Costa. Parabéns.

- O nosso reverendo e estimado Pároco tem distribuído várias esmolas pelas famílias mais necessitadas desta freguesia, da quantia que para tal fim lhe foi confiada pela família do falecido José Fernandes da Silva, dessa vila.

- Relação das alunas da professora desta freguesia sra. D. Ernestina Sá que há dias fizeram exame de 3ª classe e que foram aprovadas: Idalina Lopes Ferreira, Síria da Costa Fernandes, Olga de Oliveira Curval, Ana Alves da Silva, Maria Elisa R. Campos, Maria Albina de Azevedo, Alcina F. Lopes da Costa e Adília F. Lopes da Costa. Pelo professor sr. José Lopes da Costa, também foram propostos os seguintes alunos, ficando todos aprovados: Mário F. Ribeiro de Faria, Fernando Cerqueira F. da Costa, Carlos A. F. da Ressurreição, Manuel da Costa Ferreira, António Gonçalves das Neves, José Alves da Silva, José Maria da C. Amorim, Eduardo Cândido B. da Costa, José Nunes da Silva, Orlando da Costa Pinto Ferreira, José da Costa Ramos, Joaquim Lopes Ferreira, António Oliveira Curval, António Ferreira Lopes, Horácio Fernandes Maciel e José Correia de Azevedo. – C.

 

Inventário de prédios e fogos

(…)

O sr. Presidente da Câmara nomeou, para efeitos do inventário de prédios e fogos, os seguintes agentes:

(…)

Junqueira – José Lopes da Costa e Padre António José da Costa.

(…)

 

Filed under: 1940, Educação, Religião, Social

O filho do dono da Farmácia Costa já é doutor!

A notícia já era esperada mas chegou como se não fosse previsível.

Toda a aldeia se congratulou naquele dia 13 de Julho de 1940 quando percebeu que o dono da Farmácia Costa já poderia descansar em paz: o seu filho, António Ferreira da Costa, acabara de completar, “com distinção”, o curso de Farmácia na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto!

Filed under: 1940, Social

O casamento da menina Alice

A história vem relatada, com muitos toques pormenonizados da cerimónia, na edição do Renovação de 13 de Julho de 1940 (Director: Carlos Pinto Ferreira, 81). O “casamento”, como se encima a notícia, era o “enlace do ano”. Juntava a menina Alice da Costa Fernandes (a partir daqui “sra. D.), “prendada filha do sr. Marcelino Joaquim Fernandes”, a Jaime Vilaça. Os mais atentos reconhecerão como o sr. Marcelino como o antigo regedor da Junqueira, tendo ocupado o cargo até à data da sua morte. Foi, por isso, um casamento sem a figura do pai da noiva, ele que teve com Aurora da Costra Campos nada mais nada menos do que nove filhos. Outros tempos, dirão alguns.

Mas não desviemos a atenção do casamento, ele-mesmo.

Assim sendo, a Igreja Paroquial da Junqueira assistiu a um desflar de personalidades locais, para abençoar o enlace matrimonial da futura “Sra. D.” Alice com Jaime Vilaça, um “distinto cavalheiro de Famalicão”. E foram muitas, senão vejamos: a D. Maria Ferreira Campos e o sr. Dr. Carlos Pinto Ferreira (os padrinhos da noiva), Reinaldo Ferreira Carvalho e sua esposa D. Maria Augusta Lima Carvalho, Aparício Mariz, José Araújo Brandão, Laurindo Ferreira Loureiro, Serafim da Costa Rêgo, Ermelinda dos Prazeres da Costa Vilaça, Maria de La Salette Pontes, Padre António José da Costa, dr. António Sampaio de Araújo e sua esposa D. Emelina Campos Costa de Araújo, dr. Eduardo Campos Costa, D. Felismina Campos Costa Pinto Ferreira, Serafim da Costa Campos e José da Costa e sua esposa.

Após a cerimónia, os convivas seguiram alegremente para a casa da madrinha da noite, a sra. D. Maria Ferreira Campos e Silva, onde os esperava um abundante “copo de água”, do Ao Bom Doce, ainda hoje um espaço de excelência de Vila do Conde.

A terminar esta extensa prosa sobre o casamento mais importante de 1940 na Junqueira, o redactor mencionou ainds que “na corbeille dos noivos viam-se muitas e valiosas prendas”… 

Ah, é verdade: os noivos seguiram em viagem de núpcias para o Minho.

 

Filed under: 1940, Social

6 de Julho de 1940

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, edição 80

Junqueira, 2 de Julho

S. Pedro foi aqui bastante festejado. A cada passo se nos deparava com uma artística cascata em honra do venerado detentor das Chaves Celestes, com mastros e cordas e mais decorações bizarras. À noite não faltavam também as girândolas de fogo real, aqui e acolá, mantendo-se e evidenciando-se as velhas tradições de muita simpatia do povo pelo santo claviculário.

- No próximo sábado realiza-se na igreja paroquial desta freguesia o auspicioso enlace matrimonial da gentil menina Alice da Costa Fernandes, filha do sr. Marcelino Joaquim Fernandes, já falecido, e da sra. D. Aurora da Costa Campos, com o sr. Jaime Vilaça, funcionário público em Famalicão.

- Têm chegado a esta freguesia muitos conterrâneos nossos que se encontravam em França há muitos anos.

- Consta-nos que anda em ensaios uma linda comédia que deve subir à cena muito em breve no salão-teatro desta freguesia. Por hoje nada mais poderemos acrescentar a tal respeito, o que faremos oportunamente, logo que obtenhamos as necessárias informações.

- Os exames de 3ª classe dos dois sexos das escolas desta freguesia realizam-se nos dia 8 e 9 do corrente. É presidente do júri o professor sr. Abel Dantas. Serão submetidos às respectivas provas 16 alunos do sexo masculino e 8 do feminino.

- Não tem havido à venda sulfato para o conveniente tratamento das videiras. E as condições atmosféricas que tão insistentemente recomendam a intensificação desse tratamento… – C.

Filed under: 1940, Religião, Social

29 de Junho de 1940

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, edição 79

Arrematação

1ª Publicação

No dia 23 de Julho, próximo, pelas 12 horas, à porta do Tribunal Judicial desta comarca, há-de proceder-se à arrematação em hasta pública, por maior lanço que for oferecido acima do seu valor, seguinte

PRÉDIO

Uma morada de casas com quintal, sita no lugar da Boucinha, freguesia de Junqueira, desta comarca descrita sob o número 16.757, avaliada na quantia de 5.000$00.

Procede-se a esta arrematação por virtude da execução por custas e selos que o Ministério Público nesta comarca move contra José Fernandes da Costa, solteiro, da referida freguesia da Junqueira.

Vila do Conde, 22 de Junho de 1940.

O Chefe da 2ª Secção

Mário de Oliveira Macedo

Verifiquei:

O Juiz de Direito,

Alberto Direito

 

 

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22 de Junho de 1940

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, Edição 78

Comemorações Centenárias

O Cruzeiro da Independência, afortunada iniciativa do nosso querido amigo e ilustre colaborador Rev. Padre Moreira das Neves, foi acolhida pelas freguesias do nosso Concelho com aquele superior sentido patriótico e cristão que requeria e tanto as enaltece. Já várias freguesias, segundo testemunham correspondências insertas neste jornal, realizaram a sua festa do Cruzeiro, todas elas pondo o melhor do seu desvelo e carinho na elaboração do seu programa. Ultimamente outras se lhes seguiram. O que elas foram, dizem-no os relatos que a seguir publicamos.

Junqueira, 17

Festas Centenárias e Cruzeiro da Independência – As comemorações centenárias da Fundação e Restauração, que aqui tiveram o seu início no dia 2 do corrente, conforme o programa geral, com várias cerimónias patrióticas nas escolas oficiais desta freguesia, atingiram ontem o maior brilhantismo, associando-se a todos os actos numerosa multidão de povo desta e das freguesias vizinhas. Bastantes casas ostentam, desde a gloriosa jornada de Guimarães, às respectivas janelas, bandeiras da Fundação, o que mostra que nesta terra já sopra uma salutar rajada de civismo. Às cinco horas da tarde surgiu lá em cima, junto à capela da Senhora da Graça, a Bandeira Nacional conduzida por uma aluna da escola feminina, vindo atrás todas as alunas da mesma escola com pequeninas bandeiras da Fundação e lindos ramos de flores, marchando duma forma impecável em direcção à escola masculina onde se encontravam também já formados os alunos daquela escola.

Organizou-se então um vistoso cortejo com os alunos das escolas dos dois sexos com as respectivas bandeiras, o reverendo Pároco, gente da freguesia, regedor, dr. Carlos Pinto Ferreira, Delegado de Saúde, várias outras pessoas de representação social e muito povo. Começou então a deslizar o lindo cortejo em direcção à igreja, cantando as crianças no percurso lindas canções patrióticas. O vasto templo encheu-se de povo.

Após várias cerimónias religiosas o cortejo pôs-se de novo em marcha em direcção ao lindo Cruzeiro que fica próximo e onde se ia proceder à inauguração da lápide comemorativa dos dois centenários.

O reverendo Pároco procedeu à descerração da lápide, sendo este um momento de intensa emoção.

As crianças, aproximadamente em número de 150, fizeram continência, cantaram o hino nacional, repicaram os sinos e subiram foguetes ao ar, enquanto o augusto símbolo subia, lentamente, desfraldado ao vento.

Seguiu-se depois uma sessão solene no mesmo local, num estrado previamente preparado, que decorreu com o maior interesse e elevação. Falaram os srs. Reverendo Pároco, que presidiu, dr. Carlos Pinto Ferreira, professores D. Ernestina Sá, Figueiredo e Costa, tendo numerosos alunos e alunas recitado com muita arte lindas poesias e proferidos patrióticos discursos, tendo sido todos os oradores muito aclamados.

Proferiram discursos e poesias os seguintes alunos:

Manuel Corval, A nossa história; Mário Soares, Portugal; José Amorim, Egas Moniz; Alfredo da Costa, Nuno Álvares Pereira; Adilia Costa, Migalhas; Manuel Cerqueira, Sonho de Pomba; Rui Lopes da Costa, Lenda Polaca; Orlando Pinto Ferreira, A nossa Pátria; Adília Costa, Os pobrezinhos; Manuel Corval, Fidalgo toleirão; Idalina Curval, Um Rico que passa; e Maria Emelina Pinto Ferreira, Jesus em Pequenino.

Tomaram assento na mesa a Junta de freguesia, regedor, e o sr. Horácio da Silva Nogueira, vereador da Câmara. Foi uma verdadeira lição de civismo, que deixou a numerosa assistência muito bem impressionada. – C.

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1 de Junho de 1940

Director do Renovação: Carlos Pinto Ferreira, edição 75

Profilaxia da Tuberculose Bovina

Pedem-nos para avisar os donos ou responsáveis pelas fêmeas bovinas de raças leiteiras, ou resultantes dos seus cruzamentos, existentes na área do nosso concelho, para apresentá-las, a fim de serem registadas e tuberculizadas, no dia, hora e local abaixo mencionados:

(…)

No dia 15, Junqueira, junto ao Talho, às 8 horas.

(…)

 

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Junqueirenses nas Notícias

Junqueira, Vila do Conde, Portugal

A Junqueira é uma das 30 freguesias pertencentes ao concelho de Vila do Conde, situado no distrito do Porto. Dista cerca de sete quilómetros do centro da cidade e é banhado pelo rio Ave.

A Junqueira cresceu a partir do Mosteiro de S. Simão e S. Judas Tadeu, constituíndo hoje uma das suas principais atracções, ainda que fechado ao público.

De acordo com os Censos de 2001, a freguesia conta 2243 habitantes, sendo que a maior parte da população - 52% - tem entre 25 e 64 anos. Acima dos 65 anos contam-se apenas 12%.

Em termos de actividades profissionais, a Junqueira está muito longe de ser uma freguesia dedicada à agricultura, como se poderá pensar. Tendo em conta a mesma fonte, os Censos de 2001, dedicada ao sector primário estão apenas 6,5 % da população. O sector secundário (indústria e construção civil, principalmente) emprega o maior número de pessoas - cerca de 61% -, enquanto que os restantes 32% estão concentrados no sector terciário (serviços).

Em relação ao nível de escolaridade, tecnicamente não existem analfabetos, e o número de residentes com a instrução primária suplanta as restantes categorias, por esta ordem: preparatório, secundário, outro ensino.

Continuando pelo ensino, desde há dez anos que a Junqueira conta com uma escola de ensino básico de 2.º e 3.º ciclos, nomeada de “Carlos Pinto Ferreira”, em memória de um antigo médico, jornalista, político do Estado Novo, que se evidenciou pela solidariedade para com os mais desprotegidos. Há ainda a registar a existência de uma escola primária, um Centro de Dia, e um Centro de Saúde.

Como pontos de atracção, depois do Mosteiro, a Junqueira apresenta diversos monumentos religiosos de elevada consideração para fiéis e estudiosos. Ficou ainda mais conhecida depois de ter visto uma antiga estalagem (hoje em ruínas) “aparecer” retratada em “A Filha do Arcediago”, de Camilo Castelo Branco. A Estalagem, rebatizada de “das Pulgas”, serviu para o arcediago pernoitar.

As “Mamoas do Fulom”, em Barros, e a “Truta de Chantada”, em Sanguinhal, são apontados como ex-libris arqueológicos da freguesia. Por fim, destaque para as várias festas e romarias, que ocorrem tradicionalmente nos meses de Verão.

A freguesia conta com várias instituições, sendo de destacar: o Agrupamento de Escuteiros n.º 131, a União Desportiva da Junqueira, o Clube de BTT e Grupo de Jovens em Caminhada.

Em termos administrativos, a Junta de Freguesia é liderada, pelo terceiro mandato consecutivo, por António Cruz, eleito sempre nas listas do PS desde 1997. O edifício da Junta está situado no lugar de Lamelas.

Se pretende aprofundar os conhecimentos acerca da Junqueira, pode fazê-lo através da página da Junta de Freguesia e da Escola EB 2, 3 Carlos Pinto Ferreira. Para perceber como surgiu e o impacto que o Mosteiro teve no desenvolvimento da Junqueira, recomenda-se os dois volumes de “Mosteiro da Junqueira, dos Primórdios até ao século XIII”, da autoria do professor Sérgio Lira , edição da Câmara Municipal de Vila do Conde.